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CME da Aces homenageia o Çairé, o teatro santareno e artista musical com a Medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca

  • 24 de junho de 2022 - 11:09

Comemorativa ao aniversário de Santarém, o Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (CME da Aces) celebrou 20 anos de realização da Mostra Cultural, com a entrega da Medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca com uma cerimônia especial, na noite de quinta-feira (24/06), condecorando a Corte do Çairé, o Grupo de Teatro Kauré e o artista Beto Paixão.

Criada em 2001, a I Mostra Cultural ocorreu no Centro Recreativo, com exposição de artesanato, escultura de madeira, pinturas regionais, cuias pintadas, objetos com palhas de tucumã. Dentro da programação ocorreu apresentações de danças dos botos de Alter do Chão, o tradicional carimbó e a entrega da medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca ao violonista Sebastião Tapajós.

Pela primeira vez, a Festa Secular do Çairé, da vila de Alter do Chão, recebeu uma honraria, esta que se tornou a manifestação cultural mais antiga da Amazônia. Uma celebração que traz consigo a ancestralidade, perpetua a história do povo Borari exaltando as crenças e costumes de seus antepassados.

Durante sua longa trajetória, o movimento enfrentou desafios que o impossibilitaram de ser realizado. Foram 30 anos de proibição, e ao longo destes anos, histórias como a de Dona Sabina, eximia guardiã das tradições e saberes do Sairé, que guardou o maior símbolo da festa no intuito de manter viva e intacta sua história e representatividade para esta que é uma das maiores expressões culturais dos Borari, reforçaram a luta e resistência do povo.

Em 1973, por vontade popular, renasceu o Sairé em Alter do Chão. Um grupo liderado por Eunice Sardinha, Luzia Lobato, Terezinha Lobato, Argentino Sardinha, dentre outros, dedicaram tempo em pesquisas e luta para a retomada da festa. Através do notório saber passado de geração para geração, a história resiste.

A medalha Mérito Cultural também foi entregue ao GRUPO DE TEATRO KAURÉ, fundado no dia 11 de outubro de 1998, data em que se completava o segundo ano de falecimento do ator santareno Manuel Maria Duarte Pereira, o popular Kauré, que passou a ser homenageado por seus amigos e atores Alenilson Ribeiro, Márcia Corrêa, Rosenilce Pires e Rosenira Pires. Todos já tinham como experiência teatral, uma longa participação no Grupo Teatral José de Anchieta, o GRUTEJA (extinto em 2005), e foram membros fundadores da ATAS – Associação de Atores, Autores, e Técnicos de Teatro Amador de Santarém.

A primeira apresentação do grupo foi a peça “O Boi e o Burro no caminho de Belém”, uma adaptação de Natal de Maria Clara Machado. O Grupo Kauré participou da IX Mostra de Teatro Amador de Santarém com o musical italiano “Os Saltimbancos”, da década de 1970, traduzido pelo cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda.

Dentre as apresentações montadas pelo Grupo destacam-se: O Boi e o Burro no caminho de Belém, adaptação da obra de Maria Clara Machado, em 1998 e 2008; Os Saltimbancos, adaptação da obra de Sérgio Bardotti, em 1999,2000, 2003 e 2005. O Galo de Belém, adaptação da obra de Stella Leonardos, em 2002. A Cigarra e a Formiga, adaptação da fábula de La Fontaine, em 2008, 2011, 2015; e a Paixão de Cristo, apresentada na cidade de Santarém desde1985, e montada pelo grupo desde 2015.

O músico Alberto Eduardo Carneiro Paixão, conhecido como Beto Paixão, também foi agraciado com a Medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca. O artista iniciou sua atividade musical na adolescência, no tempo de colegial. Ele guarda na memória as vezes que presenciou o Maestro Isoca executar seu piano, o que foi uma inspiração para sua carreira, quando em casa pegava o violão e cantava a lenda do Boto.

Residindo em São Paulo se dedicou aos estudos técnicos de piano e teclado no Conservatório Marcelo Tupinámbá. Retornou para Belém e em seguida Santarém, onde teve a oportunidade de conviver com vários músicos, poetas e compositores.

Beto Paixão é um seguidor da teoria Fonsequiana de que a música nasce no cérebro, escorre pelas mãos ao papel e ganha uma forma musical rítmica, melódica e harmônica, e assim faz até hoje! Tem se dedicado à música popular amazônica e o compositor de música POP.

SOBRE A MEDALHA

A medalha é fabricada em metal dourado, sendo na parte frontal, personalizada com o busto do maestro e o nome da Aces. No verso tem o nome do homenageado, o título da honraria e a data da homenagem.

Registro fotográfico: PMS/AD Produções e Ascom Aces

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