Na sexta-feira (26/06), a Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) reuniu com as secretarias municipais (SMT, Seminfra e Semc) para apresentar as problemáticas sobre as constantes interdições das vias – Av. Adriano Pimentel e Av. Tapajós, utilizadas para eventos e aglomerações. A Aces buscou articular com a gestão municipal para que novas medidas sejam tomadas, alcançando um equilíbrio entre as atividades empresariais, da cultura, esporte e lazer.

Sempre que são realizadas atividades na Avenida Tapajós – entre a Travessa Barjonas de Miranda e Travessa 2 de Junho – e na Av. Adriano Pimentel – entre Trav. Inácio Correa e Av. Nazaré – associados e demais empresários reclamam de inúmeros transtornos por falta de mobilidade e prejuízo financeiro, apontando o longo período de interdição, falta de comunicação e sinalização.
No último fim de semana, com a programação de aniversário da Prefeitura de Santarém foram interditados trechos próximos à Praça Tiradentes, e até no dia de hoje a Av. Tapajós não tinha sido liberada por completa. O secretário da Seminfra, Sérgio Melo reconheceu que houve demora na retirada das manilhas, mas que isso não se repetirá, pois já foi deliberado que ficará sob a responsabilidade de sua pasta a retirada logo após os eventos. A estrutura de palco leva mais tempo e requer uma logística de vários atores, por isso a demora e que nem sempre o prestador de serviço cumpre os prazos determinados em contrato, o que interfere na liberação da via.

Empreendedores da Rua Adriano Pimentel, que recebe um acentuado movimento noturno focado em gastronomia e turismo, expuseram a falta de mobilidade viária, afastando clientes e acumulando prejuízos financeiros. Foi proposto sinalizar e alterar as vias de acesso, bem como remanejar eventos para outros pontos no entorno. As sugestões passarão por novas avaliações, envolvendo demais entes para as devidas deliberações.
A secretária da Semc, Priscila Castro, pontuou que a partir de julho eventos com maior concentração de público serão transferidos para a Esplanada Tapajós, novo espaço na Av. Anisio Chaves. Disse que buscará intermediar o diálogo entre as secretarias para que se consiga uma comunicação mais eficiente sobre as interdições temporárias, bem como alternativas para dirimir os pontos levantados na reunião.
A interdição prolongada dessas vias gera prejuízos ao funcionamento do comércio local, dificultando o acesso de clientes, comprometendo a logística de abastecimento e impactando diretamente a atividade econômica. Embora seja legítima a utilização eventual de áreas comerciais para atividades culturais e esportivas, essa prática deve ocorrer de forma excepcional e planejada, evitando que se torne recorrente ou predominante, como vem sendo observado nos últimos anos.
