
Na noite de segunda-feira (30/06), o Conselho da Mulher Empresária (CME) realizou a cerimônia de entrega da Medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca a quatro personalidades, que se destacam na arte sacra e tecelagem, comunicação e cultura carnavalesca.
Receberam as honrarias:
A artesã Maria da Soledade Silva, com o título de Destaque na Arte Sacra – de uma família com ancestrais dotados de dons de artesãos e artistas natos, sem formação acadêmica, aos 10 anos de idade começou sua vida na arte teatral. Na época guardava um baú que lhe abriu caminho para desenvolver atividades artísticas. Em 1991 descobriu suas habilidades para a arte plástica e ao artesanato, trabalhando em parceria com sua irmã Nazaré Santos, que já fazia infinidades de artesanato.

Maria da Soledade
Começou confeccionando biojoias usando as matérias-primas açaí, sementes de pau-brasil e madeira Buriti. Com dedicação ao trabalho, alcançou o reconhecimento de conservadora-restauradora de bens culturais, em especial as artes sacras, onde hoje é o carro-chefe do seu trabalho e neste momento é seu esteio financeiro.
A artesã Terezinha dos Santos foi condecorada com o título de Destaque em Montagem, Tecelagem e Pintura – desde a infância nutre uma tendência ao artesanato, visto que seus antepassados eram artesãos autodidatas. Iniciou na costura de vestuário, desta maneira, adotando o artesanato como profissão. Já desenvolveu inúmeras atividades tais como decorações de ambientes, lembrancinhas de aniversário, embalagens para doces e salgados e etc. Hoje trabalha com biojóias (cascas, sementes, caroços, escama de peixes e penas), bolsas de tecidos, bonecas de pano, massa de porcelana, pintura em tecidos, confecção de peças de vestuário, luminárias com cuias e escamas, macramê, reciclagem de garrafas de vidro, cabaça e etc. A residência da artesã também é o espaço para fabricação das peças e ministra cursos em diversas comunidades.

Diretoras do CME Ieda Rodrigues, Maria de Fátima e Ruth Chahini
O jornalista Lucio Flávio Pinto recebeu a honraria de Destaque na Comunicação Em 1966 começou a sua carreira de jornalista, em A Província do Pará. Em 1967 integrou a redação do Correio da Manhã, no Rio de Janeiro. Em 1969 trabalhou nos jornais Diário de S. Paulo, Diário da Noite e Rádio Eldorado. Em 1971 retornou a Belém, como correspondente de O Estado de S. P aulo, e, em seguida, na criação da sucursal da Amazônia do jornal paulista. Passou pelas redações de O Liberal, TV Liberal e do SBT.

presidente do CME Rosemary Fonseca, Lívio Cunha Pinto e presidente da Aces Alexandre Chaves
Já atuou como professor de comunicação. Em 1987 criou o Jornal Pessoal, junto com seu irmão, Luiz Pinto, quinzenário independente no qual era o único redator, que circulou durante 32 anos. Publicou 28 livros individuais, sobre a Amazônia e o jornalismo, além de dezenas de obras coletivas.
Recebeu dois prêmios Esso, o mais importante do jornalismo brasileiro, dois prêmios Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Foi o primeiro jornalista não-europeu a receber o Colombe d’Oro per la Pace, da Itália e do Comitê de Proteção aos Jornalistas, dos Estados Unidos. A ONG Jornalistas sem Fronteira, com sede em Paris, o considerou um dos 100 heróis da comunicação no mundo, o único do Brasil. Recebeu o prêmio Vladimir Herzog pelo conjunto da sua obra, dedicada à defesa dos direitos humanos.
E o Bloco da Pulga foi condecorado como Destaque na Cultura Carnavalesca – com total influência do carnavalesco Manoel Corrêa do Rosário (Manoel Bendelack), o bloco foi criado em 1974, pela Ala Jovem, sendo uma sátira ao poder público pela situação arenosa das ruas do bairro Santa Clara, próximas ao Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira.

Diretora do CME Vera Branco, presidente do CME Rosemary Fonseca Socorro Bendelack e presidente da Aces Alexandre Chaves
Ao longo dos anos, o bloco se solidificou como o maior e mais duradouro Bloco Carnavalesco de Santarém e do Pará. Conquistou vários títulos de campeão santareno, no período de 1974 a 2015, com gravação de CD, em Belém-PA, por grandiosos sambistas de Belém. O bloco carnavalesco tem o título de Utilidade Pública Municipal e Utilidade Pública Estadual. Atualmente é a única Entidade Pública carnavalesca de Santarém. Representam o Bloco da Pulga: Carlinhos Bendelack, Raimundo Augusto Bendelack, Heliney Bendelack, Fabrício Bendelack.

A Medalha Mérito Cultural é entregue desde 2001, com objetivo de valorizar e enaltecer os artistas de Santarém, que fazem a cultura do Tapajós ser expressiva e única.



