Santarém - 12 de dezembro de 2017
Notícias / Energia
23 de novembro de 2017 - 15:37

Termoelétricas precisarão ser reativadas para minimizar afundamentos de tensão no oeste do Pará

Encontro com a diretoria da ACES

Na quarta-feira (23/11), a diretoria executiva da Associação Comercial e Empresarial de Santarém – ACES reuniu com o presidente da Celpa Equatorial, Nonato Castro, para tratar sobre as falhas na distribuição de energia de Santarém. Nos próximos meses a entidade reunirá um grupo de trabalho para ir ao Ministério de Minas e Energia solicitar o acionamento de termoelétricas, tendo em vista o aumento da demanda energética e o longo prazo para conclusão da segunda linha de transmissão.

Mesmo com todos os investimentos realizados pela Celpa Equatorial, nos últimos cinco anos, o problema de energia elétrica é recorrente na região.  Neste segundo semestre do ano os afundamentos tem sido diários. A entidade que mantém um canal aberto para tratar sobre essas questões com a distribuidora vem cobrando ações emergenciais, pois os prejuízos crescem sem precedentes. “Reconhecemos a evolução do trabalho da Equatorial, porém não é o suficiente. Nossas agendas com o presidente Nonato são constantes e as cobranças de nossos associados são sempre colocadas em evidência”, complementou o presidente da ACES, Roberto Branco.

No encontro, o presidente da Celpa Equatorial pontuou os investimentos realizados desde 2012, quando ocorreu a recuperação judicial, somando R$ 3,5 bilhões, atendendo 2,5 milhões de clientes. Reconheceu os problemas estruturais existentes para as intensas quedas de energia e adiantou o planejamento, “Vamos acionar o Ministério de Minas e Energia, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para que seja reativada a usina termoelétrica, além de ações específicas da Celpa”.

A ONS sinalizou que liberará o uso das térmicas a partir de setembro de 2018, porém a ACES e demais entidades farão novas articulações para adiantar esse período, uma vez que os afundamentos são constantes. “Não dá para esperar o próximo ano. O funcionamento das termoelétricas precisa ser imediato, embora não solucione 100% as falhas de energia, porém irá equilibrar a demanda”, finalizou Nonato.

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